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Fumaça de incêndio na Austrália pode chegar ao Rio Grande do Sul esta semana

Fumaça de incêndio na Austrália pode chegar ao Rio Grande do Sul esta semana

De acordo com a MetSul Meteorologia, a fumaça dos incêndios que atingem a Austrália, pode chegar ao Rio Grande do Sul esta semana. Conforme meteorologistas, imagens aéreas já mostram a presença da fumaça entre o Chile e a Argentina.

O comunicado da MetSul utiliza imagens obtidas pela Nasa, National Aeronautics and Space Administration ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, agência do Governo Federal dos Estados Unidos.

Com um centro de baixa pressão que impulsionará ar mais seco do Centro da Argentina pro Sul do Brasil, a MetSul crê que a fumaça da Austrália chegará ao Rio Grande do Sul no final da terça e durante a quarta-feira.

 Grande do Sul no final da terça e durante a quarta-feira.

Incêndio, devastação e mortes

Os incêndios na Austrália já destruíram, desde setembro, mais de 5,5 milhões de hectares, o equivalente a um país como a Dinamarca, e provocaram a morte de 24 pessoas.

O dia hoje amanheceu mais calmo, graças a uma leve chuva no território, mas o fim de semana "foi catastrófico", de acordo com as autoridades, que contabilizaram mais um morto no sábado (4) e a retirada de milhares de pessoas, além de "danos consideráveis".

"Será feito o que for preciso, custe o que custar", garantiu o primeiro-ministro em entrevista coletiva, após se reunir com a Comissão de Segurança Nacional para analisar medidas de combate aos incêndios.

Scott Morrison acrescentou que a ajuda provém do Orçamento do Estado e é independente de outros auxílios já aprovados. Destacou que se trata de um "acordo inicial" que poderá subir, se necessário, caso os danos aumentem.

A medida é adotada depois da decisão de convocar 3 mil militares da reserva para reforçar o combate aos incêndios e após a disponibilização de cerca de 12,5 milhões de euros para alugar quatro hidroaviões e outros meios aéreos que o primeiro-ministro anunciou no sábado, ao final de um dos piores dias da onda de incêndios.

O anúncio de Morrison, no entanto, ocorre após semanas de críticas pela falta de resposta aos incêndios, que se intensificaram no mês passado quando o primeiro-ministro decidiu ir de férias para o Havaí, no meio da crise.

Prejuízos
No momento em que a chuva dá ligeira trégua aos bombeiros, as autoridades aproveitaram para divulgar os primeiras dados sobre os prejuízos, depois de um fim de semana com temperaturas de 50º C.

O estado de Nova Gales do Sul, o mais populoso da Austrália, continua a ser o mais afetado pelos incêndios. Os bombeiros confirmam a destruição de cerca de 60 casas nos últimos dois dias e alertam que o número poderá subir para várias centenas quando todo o território for inspecionado. Além disso, estão confirmados 18 mortos e duas pessoas desaparecidas.

Em Victoria, o governo regional contabilizou 200 casas destruídas pelas chamas no fim de semana, a maioria no município de East Gippsland, que abrange a localidade de Mallacota, onde a fumaça impediu a retirada, por via aérea, de 300 pessoas cercadas pelas chamas há vários dias.

A fumaça também afeta outras cidades, como Melbourne e Camberra, onde a falta de visibilidade e a baixa qualidade do ar levaram ao fechamento de creches.

Os incêndios, considerados dos piores do século na Austrália, fizeram com que países como os Estados Unidos, o Canadá, a Nova Zelândia, Singapura e França enviassem bombeiros, helicópteros e militares para ajudar no combate ao fogo.

O primeiro-ministro australiano agradeceu, em mensagem divulgada no Twitter, "o apoio e a assistência" dados pelos "amigos internacionais" em um "momento de necessidade". Lembrou também o apoio de países do Pacífico, como Vanuatu ou Papua Nova Guiné, que ofereceram dinheiro e pessoas para auxiliar nos trabalhos.